O quanto economizar para comprar um imóvel?

Você tem o objetivo de comprar uma casa própria, mas não sabe o quanto economizar? Confira algumas dicas para facilitar a realização do seu sonho.

Por Vitório Real
17/11/2016 @ 12:07

O desejo de ter uma casa para chamar de sua é compartilhado por milhões de brasileiros. No entanto, economizar dinheiro para comprar um imóvel pode se tornar complicado, principalmente em uma época de grave crise financeira e de incerteza no mercado de trabalho.

Atualmente, 12 milhões de brasileiros estão fora do mercado de trabalho e com dificuldades para encontrar uma vaga de trabalho. Por isso, algumas intervenções em seu cotidiano e em seus gastos mensais pode ser o primeiro passo para se aproximar do sonho da casa própria.

Nunca é fácil economizar quando se tem algumas dívidas ou não se sabe exatamente o quanto deve ser poupado todos os meses para não comprometer muito o seu orçamento. Afinal, a compra de um imóvel é um investimento em longo prazo e ninguém deseja viver com dificuldades por tanto tempo.

Quanto economizar para adquirir um imóvel?

Em um cenário perfeito, o cidadão deveria economizar para ter o dinheiro da entrada do financiamento e ter certeza de que consegue pagar as parcelas dali em diante. E quem prefere pagar à vista, pode fazer um bom negócio ao obter excelentes descontos no momento de negociar um imóvel.

No entanto, essa é uma situação bastante incomum, principalmente, em tempos de turbulência econômica. Outra possibilidade é que o interesse consiga economizar até reunir 20% do preço total do imóvel. A primeira iniciativa pode se somar à quantia destinada para a entrada.

Geralmente, as linhas de crédito possibilitam o financiamento de até 80% do valor da propriedade. Nesta situação, é recomendado deixar o seu dinheiro em uma aplicação de baixíssimo risco, como a tradicional poupança. Lembrando que entrada significativa ajuda a reduzir o valor financiado e, consequentemente, no pagamento de juros.

Se você ainda está se perguntando quanto deve economizar por mês, o valor desejado é 30% da sua renda atual. Assim, você já se adapta a viver sem essa fatia de seu orçamento, uma vez que deve ser destinada para pagamento do financeiro de seu imóvel que pode se estender por três décadas.

Fica evidente que quanto mais você conseguir economizar menos vai pagar de juros. Todavia, a maioria das famílias brasileiras acaba por recorrer ao financiamento imobiliário e programas de incentivo do governo para realizar o sonho da casa própria.

Como utilizar o FGTS para realizar o sonho da casa própria?

Quem trabalha de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) tem a possibilidade de utilizar o saldo do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para pagar totalmente, parcialmente ou dar como entrada de uma casa própria.

Além disso, o trabalhador que conta com cadastro no Sistema Financeiro Habitação (SFH) pode utilizar esse saldo para pagar algum saldo devedor e ainda reduzir consideravelmente a quantia das parcelas por até um ano seguido através do sistema de financiamento.

Documentos necessários para uso do FGTS

Além de economizar mensalmente, o cidadão pode direcionar o valor depositado no seu FGTS para facilitar a compra de uma casa própria. Para solicitar o financiamento, o trabalhador precisa mostrar o saldo da conta do FGTS ou a sua carteira de trabalho profissional em uma agência da Caixa Econômica Federal.

Hoje em dia, aproximadamente 70% dos financiamentos de casas e apartamentos no Brasil são feitos através da Caixa, principalmente, usufruindo do Fundo de Garantia. E para ter essa chance, o trabalhador também deve mostrar a sua identidade, certidão do imóvel de seu interesse e a declaração de imposto de renda.

Vale lembrar que quem deseja adquirir um imóvel com a ajuda do Fundo de Garantia necessita trabalhar com carteira de trabalho assinada há mais de 36 meses, não importando se de maneira consecutiva ou no mesmo serviço, de acordo com informações do Portal Brasil.

Critérios para utilização do FGTS no financiamento imobiliário

O brasileiro não pode ser proprietário, sócio, usufrutuário ou cessionário de outra propriedade de moradia dentro da zona urbana, de acordo com a Caixa Econômica Federal, que é o banco responsável pela análise da utilização do FGTS.

O preço do imóvel não pode passar de R$ 650 mil na maioria dos estados do País, com exceção de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília que contam com um teto máximo de R$ 750 mil.

No entanto, o Fundo de Garantia do Trabalhador não pode ser usado para a aquisição de uma propriedade no campo, uma propriedade comercial, terreno ou material de construção, sendo que os imóveis comprados com ajuda do FGTS só podem ser vendidos depois de três anos.

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