Greve dos bancários: como pagar o financiamento imobiliário?

O atendimento nos bancos de todo o país está paralisado devido à greve dos bancários. Saiba quais alternativas usar para manter seus pagamentos em dia.

Por Dayane Burgos
06/09/2016 @ 19:50

Sem data definida para ser encerrada, a greve dos bancários, iniciada nesta quarta-feira, dia 6, está afetando agências em mais de 20 estados brasileiros. Com isso, fica a dúvida se o pagamento de contas, como as parcelas do financiamento imobiliário, pode ser prejudicado. Segundo a Proteste Associação de Consumidores, a greve não deve ser motivo para postergar pagamentos.

Seja pela Internet ou em dinheiro, confira como deixar suas contas em dia.

Banco online (Internet Banking)

Se você utiliza a web para pagar suas contas, não se preocupe! As operações online continuam funcionando normalmente.

Pagar contas sem cartão eletrônico

Quem não tem cartão para uso do caixa eletrônico, pode recorrer às agências lotéricas e até lojas de departamentos ou redes de supermercados.

Colocar o financiamento imobiliário em dia

Os novos contratos de financiamento ficam suspensos durante a greve. Mas, para quem tem parcelas a acertar por meio de boletos, basta quitá-las em agências lotéricas ou pela Internet, caso o pagamento esteja em dia.

Se o pagamento estiver vencido, é preciso ligar no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e se informar sobre como realizar o pagamento, para não ficar inadimplente, não pagar altos juros e nem correr o risco de perder o imóvel caso atrase o pagamento por muito tempo (vale conferir a regra do credor).

Sacar dinheiro

Saques de grande valor precisam ser feitos na boca do caixa e, com a greve, isso fica impossibilitado. Se esse for o seu caso, ligue no SAC do seu banco e pergunte se há uma agência próxima operando ou uma alternativa para resolver o seu problema.

Pagar tarifas públicas

Caso você tenha contas de tarifas públicas a pagar, como água, telefone e energia, ligue para as empresas para negociar uma forma de pagamento. Essas contas podem ser quitadas em qualquer banco, já que o cálculo de taxas de multas (se estiverem vencidas) é acordado com a própria empresa que presta o serviço.

DOCs e cheques

A compensação bancária é uma atividade considerada essencial pela legislação brasileira e não deve ser paralizada. Portanto, cheques e DOCs devem compensar nos prazos normais.

O que fazer quando não há alternativas?

Os bancos, apesar de paralizados, devem oferecer por meio do SAC uma solução ára o seu problema. Portanto, quando ligar para solicitar opções, peça sempre o número de protocolo do atendimento. Se o fornecedor não disponibilizar alternativas, você pode reclamar em um órgão de defesa do consumidor, como o Procon, informando o número desse protocolo.

E se houver juros mesmo após não ter uma alternativa viável?

De acordo com a Proteste, o cliente está amparado pelo Código de Defesa do Consumidor, então ele não deve ser penalizado com cobrança de multa e juros se não tiver como fazer o pagamento em consequência da greve. Nesse caso, ele deve formalizar a reclamação por meio de uma carta ao banco, aos cuidados do gerente, relatando os fatos e requerendo as providências. O consumidor ainda pode registrar uma queixa no Banco Central e procurar os órgãos de defesa do consumidor.

Motivo da greve dos bancários

A paralisação nacional foi votada por 140 sindicatos após proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A greve reinvidica reajuste salarial, benefícios e chama atenção para as demissões – no primeiro semestre deste ano, foram demitidos 7 mil trabalhadores do setor em todo o Brasil, segundo dados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A categoria reivindica aumento de 5% acima da inflação mais reposição de 9,31% equivalente ao período.

Com informações de: Agência Brasil

2 Comentários

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CICERO

DEVERIAM PELO MENOS UMA PARTE TRABALHAR ENQUANTO SÃO FEITAS AS NEGOCIAÇÕES…. POIS ACABAM PREJUDICANDO TODO MUNDO…

Responder
Dayane Burgos

É realmente complicado toda essa situação, não é mesmo, Cicero. Entretanto, vale entrar em contato com o SAC da instituição pela qual você procura para saber se eles não disponibilizaram ao menos uma agência para tratar de assuntos que possam ser urgentes.

Abraço e boa sorte.