Gírias e termos utilizados no dia a dia do corretor de imóveis

Você acabou de receber seu CRECI, ou ainda está estudando e iniciou o seu primeiro estágio, e está pronto para começar suas atividades em um plantão de vendas ou em uma imobiliária. Mas quais são os termos e até mesmo gírias da profissão que você não aprendeu no curso técnico em transações imobiliárias e com as quais se depara logo nos primeiros dias. Separamos algumas aqui:

Siglas e Termos

V.G.V: A soma de todas as unidades de determinado empreendimento dá-se o nome de Valor Geral de Venda. É praticamente a unidade básica do mercado imobiliário onde quase tudo – empreendimento, unidades de apartamentos, metas, valores e rankings de equipes e imobiliárias se medem através do seu VGV.

I.T.B.I.: O imposto sobre transações de bens imóveis é um tributo municipal que incide sobre o imóvel durante a assinatura da escritura definitiva ou no ato do financiamento. O I.T.B.I. varia de cidade a cidade, é pago pelo comprador e possui algumas variações de desconto que devem ser estudadas tanto por corretores de lançamentos quanto de imóveis prontos pois é um item de muita dúvida do comprador que anos depois pode solicitar a ajuda do seu corretor.

I.N.C.C.: As parcelas dos Imóveis em construção são corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção, calculado pela Fundação Getúlio Vargas é utilizado em todo o Brasil e o corretor atento tem sempre a variação mensal do índice na ponta da língua pois é uma dúvida corrente do comprador.

R.I.: Para que um condomínio possa ser comercializado é necessário que a construtora ou incorporadora, dona do projeto possua o Registro de Incorporação, documento expedido pelo município que garante regularidade fiscal da empresa, memorial descritivo e demais detalhes técnicos do empreendimento. Sem o R.I. não existe venda e a fase do empreendimento recebe o apelido de Pirata, onde o comprador apenas pode efetuar a sua “reserva” da unidade.

Memorial Descritivo: Documento que especifica os materiais e equipamentos que serão utilizados na construção do imóvel além dos itens que compõe a área comum de um condomínio. Contém também dados técnicos e a implantação do projeto. Convém ao corretor ter sempre disponível uma cópia digital deste documento pois é um dos mais solicitados pelos compradores.

Habite-se: Também emitido pela prefeitura, o habite-se é um atestado de que o imóvel foi construído segundo as exigências e procedimentos presentes no R.I. Expedido esta certificação o imóvel pode ser financiado e habitado.

Imóvel Pronto: Depende da região é chamado de terceiro, pronto, avulso, usado externo. É o imóvel pronto na acepção da palavra que pode ou não ter sido habitado mas que ao invés pertencer a uma construtora é propriedade de uma pessoa física.

Imóvel na Planta: O termo deriva da fase anterior aos decorados onde os corretores tinham como ferramentas e argumentos apenas as plantas dos imóveis. Tornou-se o termo popular para aquele imóvel intermediado na fase de lançamento, antes do início de sua construção.

 

Cotidiano

Pirata: ‘Quem chega primeiro bebe água limpa’, o corretor que trabalha com lançamentos já ouviu esta frase que se refere ao período que precede a fase de incorporação de um empreendimento, o pré-lançamento ou pirata. Muitos acreditam que é aqui, sem ações de marketing ou stand com decorado que aparecem os primeiros e melhores clientes do projeto.

Oferta Ativa: Muito comum na era pós boom imobiliário, a oferta ativa é o velho telemarketing ativo voltado para prospecção de possíveis clientes, antecipando assim a intenção de uma possível visita a um imóvel . Se bem feita, com mailings de pessoas que procuraram imóvel anteriormente é uma ação muito produtiva. Quando feita de maneira invasiva e pouco técnica pode ser negativa tanto para corretor quanto para a imobiliária.

Fifty: Jargão da profissão para a modalidade de venda dividida. Aquela cujo comprador foi atendido por um corretor, volta posteriormente, é atendido por outro que finaliza a transação. A comissão, neste caso é dividida entre os dois profissionais que fizeram o atendimento.

Lead: Cada vez mais imobiliária se adaptam e formatam departamentos online para prospectar os clientes oriundos da internet. Muitas vezes, após a criação de um site o próximo passo é a formação de uma equipe para atender os Leads gerados por este site. E lead nada mais é que um contato de cliente interessado em atendimento sobre determinado imóvel.

Roleta: Em alguns locais chamam de rodízio, porém o nome mais comum para o sorteio que determina a ordem de atendimento nos estandes e no plantão da imobiliária é mesmo roleta. É preciso entender as regras de cada região, de cada escritório que podem variar muito, mas a essência é a mesma, a do corretor da vez.

 

Gírias

Na Vez: A posição da vez de atendimento é algo sagrado para o corretor. É neste momento que ele alinha a sorte com toda a sua preparação anterior. Estando na vez o corretor adia almoços e compromissos pela expectativa de fechar um negócio, seja ele em qualquer hora ou dia da semana.

Bulula: Pessoa que visita um imóvel, roda o corretor, preenche ficha cadastral mas nunca conclui a compra. O bulula é para o mercado imobiliário aquela figura que outros mercados chamam de caroço, mas cuidado. Não faltam casos de vendas que acontecem a clientes pré classificados como bulula por uns, mas que compram na mão de outro corretor mais qualificado.

Sujar a Calça: Em quase todo o Brasil, o corretor novo, recém chegado é conhecido como Calça Branca. Cheio de dúvidas e vontades, o momento da primeira venda gera nela calafrios e até desarranjos. Por isto sujar a calça é a gíria para o ato de fazer a primeira venda que vai proporcionar a primeira comissão.

 

E na sua região? Existem termos, siglas e gírias para o mercado imobiliário que você não encontrou aqui? Compartilhe conosco nos comentários. Quem sabe não faremos um segundo post com mais termos úteis para o nosso mercado.


Sobre Denis Levati

Profissional do Mercado Imobiliário com experiência em treinamentos, vendas e gestão de equipes.