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A Grande Aposta: Porque não teremos uma crise imobiliária como a dos EUA

  • Postado em 25 de fevereiro de 2016
  • Curiosidades, Destaque, Publicações, Vendas
  • O Oscar 2016 está chegando e talvez você já tenha ouvido falar sobre uma das produções que está concorrendo a melhor filme como forte candidata: A Grande Aposta. Se você ainda não assistiu, o VivaCorretor recomenda muito que você o faça!

    O longa metragem tem como tema principal a crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos em 2007 e 2008 e que teve reflexos na economia de todo o mundo – até mesmo no Brasil, lembra da “marolinha”?

    Mas porque é importante que você corretor de imóveis veja este filme? Para entender porque uma crise no mercado imobiliário brasileiro não será do tamanho do que foi a dos Estados Unidos! Assim você pode focar toda sua energia em gerar mais negócios em 2016, tornando-se um corretor à prova de crise. Desafio aceito?

    Por que o mercado brasileiro não terá uma grande crise imobiliária?

    Em A Grande Aposta, conhecemos uma série de detalhes sobre as regras do mercado imobiliário americano, algumas bastante diferentes das nossas. É importante pensarmos nesse ponto: cada país tem seu sistema bancário, suas leis e sua cultura, consequentemente, nenhum mercado imobiliário é igual ao outro, embora possam haver algumas semelhanças.

    A partir disso, já podemos pensar: se existe mesmo uma crise potencial no mercado imobiliário brasileiro, com certeza ela não será igual a que houve nos Estados Unidos. Ela terá, inclusive, um impacto muitas vezes menor. Duvida?

    Vamos explicar aqui alguns motivos que aparecem no filme e que mostram o porquê disso:

    1 – Valor percentual financiado dos imóveis

    No filme, vemos casos em que as pessoas financiavam até 100% do valor dos seus imóveis – e na economia americana eram muitas pessoas que faziam isso. Imagine comprar um imóvel sem dar nenhum valor de entrada?

    Ok, no Brasil até pouco tempo era possível financiar até 90% do valor do imóvel em uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal, mas no último ano vimos já ajustes significativos nas regras de financiamento. Nesta linha, por exemplo, o valor percentual máximo financiado passou a ser de 50%.

    2 – Compradores com real poder de compra

    Outro ponto importante é em relação a análise de risco de crédito. Um mercado em expansão é menos exigente em relação a quem empresta dinheiro, não é mesmo? Vimos isso no Brasil há alguns anos, quando o mercado imobiliário cresceu rapidamente. Hoje, algumas pessoas que adquiriram imóveis naquela época não são capazes de quitar seus financiamentos e estão devolvendo seus imóveis.

    Antes da crise, isso aconteceu em larga escala nos Estados Unidos. Em “A Grande Aposta”, conhecemos o conceito dos subprimes. Esses eram financiamentos de alto risco concedidos a pessoas que não tinham bom histórico de pagamento. Para você ter ideia, a declaração de renda para esses empréstimos era feita verbalmente, sem nenhum documento de comprovação.

    Quando muitas dessas pessoas deixaram de pagar suas parcelas, o mercado começou a ruir. Além disso, a garantia para esses empréstimos era muitas vezes as próprias casas das pessoas. Com a crise, o preço dos imóveis caiu e o valor das garantias também: era o caminho para um colapso.

    crise imobiliaria eua

    No Brasil, uma das coisas que temos percebido é justamente uma análise mais rigorosa do poder de compra de quem quer adquirir seu imóvel. Isso pode ser um problema no momento para você, pois sente os entraves para concluir suas negociações, mas certamente evita que nosso mercado entre em colapso.

    3 – Não há bolha imobiliária no Brasil

    Apesar de muitos defenderem que estamos vivendo uma bolha imobiliária no Brasil, isso não está acontecendo. O conceito de bolha imobiliária pressupõe uma alta muito grande de preços de imóveis, seguida de uma queda muito brusca – assim como aconteceu nos Estados Unidos.

    O que percebemos nos últimos anos no nosso mercado é bastante diferente. Tivemos, sim, um crescimento de preço significativo na última década. Porém os preços médios dos imóveis nos últimos tiveram variações próximas à inflação na maioria das cidades. Aqui é importante falar que estamos nos referindo a imóveis de revenda, que no Brasil correspondem a cerca de 80% do mercado imobiliário.

    Se você quiser entender melhor as variações de preço na sua região, precisa acompanhar o DMI (Dados do Mercado Imobiliário), estudo realizado mensalmente pelo VivaReal. 

    4 – Percentual de PIB financiado

    Para acontecer uma crise no mercado imobiliário, geralmente há um alto valor percentual financiado em relação ao PIB. Ou seja, a soma de todos os valores financiados vigentes naquele país muito próxima à soma dos valores gerados a partir da produção de seus bens e serviços em um determinado momento.

    No Brasil, este percentual ainda é muito pequeno, por volta de 10%, segundo dados de 2015. Nos Estados Unidos esse valor hoje está por volta de 67%. Quando houve a crise imobiliária americana, esse percentual era ainda maior: acima de 90%. O impacto foi enorme justamente porque existia uma grande quantia de dinheiro financiada para compra de imóveis, comprometendo o mercado financeiro e, consequentemente, todos os setores da economia.

    Veja nessa tabela a relação PIB X Crédito Imobiliário em alguns países:

    relação pib e financiamento

    5 – Demanda por habitação

    No Brasil ainda existe uma demanda por habitação muito grande. Por ser um país em desenvolvimento, ainda existem muitas famílias que não possuem imóvel próprio, além de nossa população ainda estar crescendo numericamente.

    Não podemos esquecer também que a vida das pessoas continua, apesar dos momentos econômicos difíceis: ainda há gente se casando, tendo filhos, se divorciando, saindo da casa dos pais ou mudando de cidade. Ou seja: o mercado imobiliário não irá parar!


     

    Ficou interessado no filme? Veja aqui o trailer do filme para saber mais:


    Claro, não podemos negar que o momento do mercado imobiliário brasileiro é bastante delicado. A economia está em recessão e os seus potenciais clientes estão bastante inseguros em relação à compra de imóvel.

    Nesse cenário, é fundamental você entender qual é o seu papel como profissional do mercado imobiliário para recuperação do nosso setor. É preciso confiança de que um excelente trabalho e um ótimo entendimento sobre as melhores oportunidades na sua região irão trazer muito sucesso para você profissionalmente!

    Lembre-se: em momentos de crise, destacam-se aqueles que inovam, enxergam oportunidades e fazem o melhor de si!


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    2 Comentários

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  • rogerio disse:

    Não podemos continuar com este pensamento, infelizmente temos que admitir e nos adaptar a esta realidade, precisamos ser criativos e reprogramar nosso trabalho. Os que se adaptarem sobreviverão.

  • GUILHERME disse:

    vai pensando assim que voçê vai longe

    SABE DE NADA INOCENTE

    do jeito que ta, capaz de acontecer a mesma coisa que no país do hamburguer, a inflação é de 10% e o salario aumenta 5%

    E AINDA A MIDIA TRATA ISSO COMO “‘SALÁRIO MINIMO AUMENTA 5%”

    AO INVÉS DE DAR A NOTICIA “EXTRA EXTRA POVO DE TODO O BRASIL SE -, SEU SALARIO DEIXA DE VALER 5%”

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