Você encontrou o imóvel perfeito para suas necessidades na Viva Real, mas não tem o dinheiro para pagar à vista, então resolveu financiar. Nesse caso, você precisa conhecer os tipos de financiamento imobiliário, as principais vantagens e desvantagens de cada um deles.
A possibilidade de financiar um imóvel no Brasil surgiu apenas em 1964, com a criação do Sistema Financeiro de Habitação. Com o SFH, o governo federal buscava reduzir o problema do déficit habitacional no país. Para isso, ele passou a permitir o financiamento de imóveis residenciais para a população de baixa renda.
Já em 1997, o governo criou o Sistema de Financiamento Imobiliário, com um caráter mais amplo e mais flexível às condições de mercado. Assim, o SFI não conta com subsídios governamentais, sendo mais voltado para a classe média e os investidores.
Tanto no SFH como no SFI, você pode financiar mais de um imóvel, desde que atenda aos requisitos de cada sistema. Nos dois tipos de financiamento imobiliário, a renda mínima exigida depende do preço do imóvel e do tempo de financiamento. Esse tempo geralmente varia de 20 a 35 anos, a depender da instituição financeira.
Hoje, os dois sistemas coexistem na economia brasileira, mas o SFH continua sendo o mais utilizado pelos bancos e o mais procurado pela população. Algumas diferenças entre os dois tipos de financiamento imobiliário contribuem para isso, como você vai ver a seguir.
Uma das principais diferenças é que o preço máximo da avaliação do imóvel pelo SFH é de R$ 1,5 milhão e a taxa de juros máxima é de 12% a.a. + TR (taxa referencial), de acordo com o Banco Central. Já no SFI, não há limites determinados. Eles podem ser livremente negociados entre você e o banco, sem interferência do governo.
Porém, preste atenção: o risco da perda do imóvel por inadimplência é maior no financiamento pelo SFI. Isso acontece porque, enquanto a garantia do financiamento imobiliário no SFH é o próprio imóvel financiado, no SFI, a garantia pode ser uma hipoteca ou alienação fiduciária de bem imóvel, por exemplo.
Outra diferença é que o SFH pode ser usado apenas para compra, reforma ou construção de imóvel residencial. Esse imóvel deve estar localizado em área urbana, ter registro do cartório de imóveis correspondente e não ter sido comprado ou construído com a utilização do FGTS nos últimos três anos.
Já pelo SFI, qualquer imóvel pode ser financiado. A única ressalva é que ele não esteja enquadrado no SFH, como residenciais de luxo, comércio, zona rural e localizados fora da região onde você mora ou trabalha.
Agora que você entendeu quais são os tipos de financiamento imobiliário, é hora de escolher o melhor sistema de amortização para as parcelas do seu financiamento. Nesse caso, tudo vai depender da sua negociação com o banco ou a instituição que fará o processo.
Na prática, financiar um imóvel significa pegar um empréstimo para comprar um bem cujo valor você não possui à vista. Para você ter condições de quitar a dívida, o valor emprestado é dividido em parcelas, acrescidas de juros e correção monetária, o que vai impactar o valor total pago pelo imóvel.
É importante compreender como funciona o cálculo das parcelas e como elas serão amortizadas dentro dos tipos de financiamento imobiliário. Os dois principais modelos de amortização oferecidos pelos bancos no Brasil são o sistema de prestações fixas, ou Tabela Price, e o Sistema de Amortização Contínua, (SAC), em que o valor das parcelas vai diminuindo com o passar do tempo.
O valor da prestação é formado pelo abatimento do saldo devedor (a amortização) junto aos juros (quanto mais longo for o financiamento, maiores são os juros). Para entender, imagine que você vai financiar um imóvel pelo prazo de 35 anos com uma parcela inicial de R$ 1500, que pode incluir R$ 1100 de juros e R$ 400 de amortização da dívida.
Se você escolher pagar pela Tabela Price, as prestações serão fixas do começo até o final do financiamento. No exemplo, ela será R$ 1500 até o final dos 35 anos. Isso significa que o valor da amortização incluído em cada prestação começa menor e vai subindo com o passar do tempo, enquanto os juros incluídos em cada parcela vão caindo.
Já se você escolher pagar pelo SAC, o que será fixo é o valor da amortização da dívida. Por isso, os valores das primeiras parcelas tendem a ser maiores que na Tabela Price. Você pode começar pagando R$ 2000 e terminar com parcelas de R$ 600, por exemplo, à medida que os juros e o saldo devedor diminuem.
Se você terá condições de arcar com as parcelas iniciais maiores e ainda pretende quitar a dívida antes do prazo de 35 anos, o SAC é a melhor opção para você. De modo geral, esse é o melhor modelo para financiamento de imóveis. Porém, se você possui uma renda estável, mas não a intenção de quitar a dívida antes do prazo, vale considerar a Tabela Price.
Já escolheu qual é o melhor tipo de financiamento imobiliário para você? Então, chegou a hora de realizar o seu desejo. A Viva Real faz parte do maior ecossistema do mercado imobiliário do Brasil e conta com o maior inventário de imóveis. Assim, há muito mais opções para escolher o lar ideal. Faça uma busca agora mesmo.
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