8 dicas para quem quer reformar o ponto comercial

Veja como fazer a obra da melhor forma para usufruir o seu ponto comercial ao máximo após a reforma.

Por Vitório Real
06/09/2016 @ 18:31

Quem nunca ouviu falar que a primeira impressão é a que fica? Pode ser clichê, mas essa é uma verdade que nunca pode ser esquecida no mundo empresarial, onde o primeiro contato com o cliente pode significar o sucesso ou o fracasso de uma negociação. Se o imóvel não estiver adequado ao negócio, é hora de pensar em uma reforma.

Para ajudar, neste artigo você verá 8 dicas para isso.

1. Planeje todos os detalhes do ponto comercial com antecedência

Para reformar uma casa, é preciso saber as necessidades da família que reside ali, certo? Algo similar deve ocorrer com um imóvel comercial: reformar um imóvel comercial pede atenção às demandas do negócio, pois as modificações devem ser realizadas para atendê-las.

Nesse sentido, é preciso detalhar ao máximo quais rotinas serão cumpridas, desde aquelas voltadas para o atendimento aos clientes, até as administrativas e de estocagem de produtos e de insumos necessários ao funcionamento da empresa.

A partir desse detalhamento preliminar, procure prever quais são as melhores soluções, que possam colocar os ambientes em conformidade com as funções. Para tanto, é claro, você deve considerar o ramo de atividade e as tarefas rotineiras da empresa, assim como as necessidades dos clientes.

Por exemplo, um ponto que servirá a um restaurante grande precisará contar com instalações sanitárias para os clientes, que devem ser independentes do vestiário para os funcionários. Por outro lado, se o estabelecimento for uma loja de sapatos, que não exige a presença de toaletes abertos ao público ou de vestiários, precisa de uma instalação voltada para as pessoas que trabalham no local.

2. Tenha atenção para contratar a equipe correta

O tipo de mão de obra da reforma também é muito importante, considerando a experiência de cada profissional. É muito útil que, antes da contratação, seja feito um levantamento sobre os tipos de obras que já foram realizadas pelos candidatos. Assim, é possível comprovar se eles têm as habilidades necessárias previstas para o imóvel.

Usando o exemplo anterior, a contratação de um bombeiro hidráulico com experiência em grandes instalações é muito mais útil para o restaurante, que precisa de um grande banheiro e de um vestiário, do que seria para a loja de sapatos. Por outro lado, profissionais com experiência em iluminação de vitrines serão muito mais úteis ao projeto da sapataria do que a um restaurante.

3. Contrate um projetista e um gestor especializados

Não basta ter a melhor equipe se você não souber por onde começar a obra e por onde deve seguir! Sendo assim, para obter o melhor resultado com o investimento e acertar na hora de definir as modificações, contrate um profissional especializado em elaborar projetos específicos para o seu segmento.

Também é importante contar com um profissional com a capacitação adequada para gerenciar a obra. Por mais que abrir mão de um gestor possa parecer uma maneira de economizar, essa decisão pode acarretar em despesas maiores no andamento da obra. Por exemplo: caso alguma tarefa seja mal executada e precise ser refeita ou mesmo se houver desperdício de material.

Nesse caso, considere a contratação de um arquiteto ou engenheiro civil e de um profissional de decoração, pois eles são aptos a planejar os custos reais do projeto de reforma. Vale ressaltar que geralmente esses profissionais já têm uma relação de operários e de prestadores de serviços que serão utilizados durante a reforma, o que facilita bastante.

4. Acompanhe tudo de perto

Os profissionais contratados para projetar a obra e tocá-la devem ser de confiança, o que não significa que toda a responsabilidade de contratação da mão de obra deva ficar por conta deles. Se por um lado, nada impede que você aceite as indicações que eles fazem, por outro, é importante se certificar de que os custos que estão sendo cobrados estão corretos.

Ou seja, sempre que o empreiteiro indicar um profissional qualquer, procure outros orçamentos para o mesmo tipo de serviço e com a mesma qualidade. Caso o preço esteja fora do praticado no mercado, não tenha constrangimento em contratar outro prestador.

5. Estabeleça um cronograma

Como tudo na vida, uma obra deve ter data para começar e para acabar, sobretudo porque a atividade da empresa não pode ser iniciada, retomada ou voltar à normalidade enquanto a reforma não terminar.

Diante disso, dedique algum tempo para discutir com o empreiteiro um cronograma realista, que estabeleça prazos bem definidos para que todas as etapas sejam cumpridas. Tente deixar bem claro quais tarefas podem ser realizadas paralelamente e quais dependem da conclusão de outras para serem iniciadas, o que permite aumentar a agilidade da obra.

Imprevistos e atrasos acontecem, então, não deixe de considerá-los. Coloque um limite plausível para que a obra não se arraste muito, o que pode resultar em sérios prejuízos. Também tenha em mente que, enquanto determinada tarefa está parada por qualquer que seja o motivo, talvez outras possam ser adiantadas, a partir da realocação da mão de obra.

6. Conheça a legislação para ponto comercial

As atividades comerciais devem seguir orientações diversas, que variam de acordo com o ramo de atividade, e outras que são aplicáveis a todos os estabelecimentos. A maior parte delas está vinculada ao município onde a empresa funciona e trata as características construtivas que devem ser seguidas. Sem elas, o alvará de funcionamento não pode ser emitido.

Por exemplo, há municípios que restringem o uso de calçadas, enquanto outros impedem que grandes extensões do meio-fio sejam rebaixadas para rampas de acesso de veículos. Há também orientações sobre acessibilidade de portadores de necessidades especiais, aquelas relativas à circulação de ar, entre tantas outras. Portanto, antes de elaborar o projeto procure saber quais são as orientações dos órgãos reguladores do município.

Caso o imóvel se destine a alguma atividade especial, verifique se não há orientação específica por parte do estado onde a empresa se encontra instalada, ou mesmo da União. Por exemplo, estabelecimentos que comercializam determinados tipos de produtos químicos ou explosivos devem seguir normas técnicas rígidas, inclusive para atender a determinações federais, e a reforma deve ser feita de acordo com elas.

7. Esteja atento à instalação elétrica

A maioria dos estabelecimentos comerciais exige bastante dos circuitos elétricos do imóvel. Além da área administrativa, em que funcionam computadores, impressoras, bebedouros e outras máquinas, há também a área de atendimento ao cliente, que exige uma iluminação especial e, muitas vezes, a instalação de equipamentos.

Um restaurante, por exemplo, conta com a área de estocagem de produtos, onde funcionam os congeladores, as geladeiras e os aparelhos da cozinha. Há ainda o ar-condicionado para todo o imóvel, placas de fachada e uma série de outros recursos que consomem energia elétrica.

Portanto, para garantir que tudo funcione a contento e com segurança, contrate um eletricista capacitado.

8. Esteja preparado para gastar mais do que o planejado

Por melhor que seja o planejamento e por mais preciso que seja o projeto, sempre existe a possibilidade de o investimento sair mais caro do que o previsto originalmente. Pode ser que os materiais subam de preço ou que não sejam suficientes para realizar o que foi projetado. Ainda, é possível que alguma alteração não prevista originalmente surja como necessária ou como oportuna.

Portanto, reserve algo em torno de 10% para cobrir os gastos não previstos originalmente.

Se você tem alguma experiência com reformas de ponto comercial ou se ficou alguma duvida, compartilhe deixando o seu comentário!

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