Você sabia que é possível comprar uma casa ou um apartamento junto a uma ou mais pessoas? Isso se chama compra conjunta de imóvel, um tipo de aquisição muito comum aqui no Brasil, mas pouca gente realmente sabe como ela funciona.
Aliás, a verdade é que um financiamento no nome de duas pessoas é uma ótima alternativa para muita gente que não tem condições financeiras de arcar com a compra de um imóvel sozinho.
Continue a leitura e veja tudo que você precisa saber sobre o contrato de compra conjunta de imóvel: como ele funciona, quando é possível realizar essa transação, quais são os requisitos e outras questões importantes sobre o tema. Confira!
A compra conjunta de imóvel ocorre quando duas ou mais pessoas juntam as rendas para realizar a aquisição de um bem. Dessa forma, todos os proprietários envolvidos na transação possuem os mesmos direitos sobre a propriedade.
Existem dois tipos de compra conjunta de imóvel: quando o pagamento acontece à vista ou por meio de um financiamento. No caso de pagamentos no ato da compra, tudo é mais simples, já que o processo depende apenas de incluir os nomes dos respectivos compradores no documento de compra e venda.
Já no caso da aquisição conjunta por meio de um financiamento (o mais comum), os devedores são obrigados a pagar todas as parcelas até a quitação do saldo devedor. Caso haja atraso ou inadimplência, todos envolvidos na compra arcam com as consequências legais.
A princípio, a compra conjunta se baseia na soma de renda das pessoas envolvidas na negociação. Por exemplo, digamos que um casal que acaba de marcar a data do casamento queira comprar um apartamento financiado.
A partir disso, o que é necessário para eles realizarem o sonho da casa própria? A instituição financeira escolhida para o financiamento deve somar a renda dos interessados e definir se eles podem ou não arcar com as parcelas até o final.
O cálculo-base seguido pela maioria dos bancos (e também pelo programa Casa Verde e Amarela) é que o valor das parcelas não pode ultrapassar 30% da renda do casal. Portanto, a instituição faz a soma das rendas e, se as parcelas calculadas forem iguais ou inferiores a essa porcentagem, o processo é viabilizado.
Existem diversos cenários em que fazer uma compra conjunta de imóvel pode ser considerada uma excelente alternativa. Para as pessoas que pretendem casar ou já estão casadas, a soma das rendas faz o financiamento ser aprovado de maneira muito mais fácil, além de resultar na liberação de valores mais altos.
O mesmo vale para as pessoas que não são casadas no papel, mas estão registradas em união estável. A compra conjunta de um imóvel é a oportunidade perfeita para aqueles casais que sonham com a casa própria.
Além disso, pessoas da mesma família podem realizar a compra de um imóvel juntas, desde que atendam aos critérios recomendados para a aprovação do financiamento. Inclusive, a Caixa Econômica Federal, por exemplo, permite que até três pessoas diferentes componham a renda de um único financiamento.
Basicamente, existem várias questões que podem impedir a compra conjunta de um imóvel financiado. Afinal, a instituição financeira precisa ter certeza de que o financiamento será quitado. A seguir, veja o que pode impedir o processo:
Assim como em um financiamento envolvendo apenas uma pessoa, qualquer tipo de restrição de crédito entre as pessoas envolvidas pode impedir a negociação. Isso significa que, mesmo sendo uma compra conjunta, ter o nome sujo certamente faz a instituição recusar o financiamento.
Além do nome limpo, as pessoas envolvidas na negociação precisam ter a documentação em dia. Caso alguma das partes apresente restrições cadastrais, é grande a chance de o crédito não ser aprovado pelo banco.
Vocês têm o nome limpo, a documentação em dia e a renda livre para o pagamento das parcelas? Saiba que, ainda assim, os bancos podem negar o pedido de crédito.
Acontece que as instituições financeiras realizam uma análise de perfil dos clientes antes de disponibilizar o crédito. Caso entendam que uma ou ambas as partes não correspondem às expectativas, elas podem simplesmente recusar a concessão, sem a necessidade de dizer os motivos.
A compra conjunta de imóvel não só vale a pena, como também é muito indicada para as pessoas que planejam se casar, já estão casadas ou têm uma relação estável, bem como pais, filhos e irmãos que querem aumentar o patrimônio da família.
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