Medindo a inflação do país e trazendo um parâmetro entre os valores de preços e serviços ofertados pelo mercado, o IGP-M é uma das principais referências quando o assunto é variação de custos, impactando uma série de áreas da economia.
A sigla significa Índice Geral de Preços do Mercado, e é calculado todos os meses pela FGV, a Fundação Getúlio Vargas, funcionando como um importante termômetro que contribui para o trabalho de investidores, empresários e até do consumidor final!
Isso porque, a depender das variações, o índice afeta também o seu bolso, mesmo se você não tem uma ligação direta com o mercado financeiro.
Você sabia que esse índice ajuda a determinar o aumento do seu aluguel?
Para entender melhor a sua importância e como ele está relacionado com as suas finanças, o Viva Real preparou um conteúdo especial sobre esse tema.
Acompanhe abaixo nosso guia completo sobre o índice, como é feito o cálculo, além de uma comparação do IGP-M com demais índices do mercado.
Vamos tirar todas as suas dúvidas — boa leitura!
O Índice Geral de Preços do Mercado é um dos principais indicadores econômicos do país, com grande abrangência e importantes reflexos dos movimentos de preços de diferentes setores da economia.
Ele é composto por três subíndices principais:
É justamente por esse amplo leque de análise que o Índice Geral de Preços do Mercado é tão representativo — uma peça fundamental no termômetro da economia brasileira.
Como citamos, esse índice é monitorado bem de perto por investidores, empresas e governos porque as variações apresentadas por ele fornecem uma série de insights sobre a pressão inflacionária na economia.
Ainda, as oscilações presentes neste índice podem influenciar as expectativas do mercado em relação à inflação futura, afetando decisões de investimento e políticas econômicas.
Lembra quando mencionamos que o índice chega a afetar até o seu aluguel? Isso acontece porque o IGP-M tem como uma de suas principais funções ser a base para o reajuste anual de contratos de locação — muitos contratos imobiliários são indexados a esse índice.
Além dos aluguéis, o índice também é amplamente utilizado em contratos comerciais, acordos trabalhistas e demais transações que requerem ajustes periódicos com base na inflação.
Apesar de ser um importante índice econômico, o IGP-M não é o único indicador do mercado: e para entender a relação entre ele e as demais siglas do ramo econômico é essencial saber como ele se difere dos demais.
Quando falamos sobre IPG-M e IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, a distinção entre os dois consiste no olhar de cada um acerca da conclusão econômica: o IPCA mede os preços ao consumidor final; já o IGP-M, os preços que o produtor paga pelos insumos.
Logo, em uma relação direta, quando o IGP-M está alto, o IPCA aumenta proporcionalmente e logo em seguida, e o mesmo vale para a análise inversa.
Já quando falamos dos índices IGP-DI e IGP-10, a diferença entre eles e o Índice Geral de Preços do Mercado é o período de coleta dos dados:
A maioria dos contratos de locação possui uma cláusula de reajuste anual com base nesse índice; isso quer dizer que o valor do aluguel varia de acordo com o valor do índice ao longo do período descrito no documento.
Ter esse reajuste com base nos valores do indicador é uma forma de proteger o locador contra a inflação, mantendo o poder de compra do valor da locação ao longo do tempo.
Essa variação é interpretada em duas frentes:
O cálculo desse indicador é feito pela média ponderada dos indicadores compreendidos, resultando na seguinte fórmula geral:
IGP-M = (IPA x 0,6) + (IPC x 0,3) + (INCC x 0,1)
Isso mostra que esse é o índice mais sensível às variações de preços no atacado, devido ao grande peso do IPA.
Como mencionamos aqui neste artigo, o Índice Geral de Preços do Mercado é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas, instituição de referência em ensino e pesquisa no Brasil e no mundo.
De acordo com a coleta de dados mais recente, o acumulado dos últimos doze meses ficou assim:
| Período do ano | Índice | Variação em % | Acumulado (anual) | Acumulado (12 meses) |
| Janeiro/23 | 1.163,465 | 0,21% | 0,21% | 3,79% |
| Fevereiro/23 | 1.162,761 | -0,06% | 0,15% | 1,86% |
| Março/23 | 1.163,359 | 0,05% | 0,20% | 0,17% |
| Abril/23 | 1.152,307 | -0,95% | -0,75% | -2,17% |
| Maio/23 | 1.131,058 | -1,84% | -2,58% | -4,47% |
| Junho/23 | 1.109,230 | -1,93% | -4,46% | -6,68% |
| Julho/23 | 1.101,204 | -0,72% | -5,15% | -7,72% |
| Agosto/23 | 1.099,710 | -0,14% | -5,28% | -7,20% |
| Setembro/23 | 1.193,740 | 0,37% | -4,93% | -5,87% |
| Outubro/23 | 1.109,236 | 0,50% | -4,46% | -4,57% |
| Novembro/23 | 1.115,815 | 0,59% | -3,89% | -3,46% |
| Dezembro/23 | 1.124,072 | 0,74% | -3,18% | -3,18% |
De acordo com a atualização mais recente no site da Fundação, o índice variou em 0,74% em dezembro do ano passado.
Para acompanhar as oscilações do indicador, basta acompanhar o site da FGV.
Hoje você pôde conferir que o IGP-M desempenha um papel fundamental na economia brasileira, influenciando decisivamente diversos setores.
Seu cálculo abrangente torna o índice uma ferramenta valiosa para compreender melhor as dinâmicas de preços do mercado, e quem lida com contratos e finanças precisa fazer o acompanhamento regular desse indicador para garantir decisões mais assertivas.
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