diferença entre empréstimo e financiamento

Entenda a diferença entre empréstimo e financiamento

Viva Real Publicado em 21/06/2024
Tempo de leitura 9 min

Quem está pensando em comprar um imóvel provavelmente já se perguntou qual é a melhor alternativa para conseguir o dinheiro — e, nessa dúvida, uma das principais questões é acerca da diferença entre empréstimo e financiamento.

Afinal, ao pensar em concretizar a transação, na maioria das vezes, considera-se uma dessas modalidades de obtenção de crédito.

O empréstimo e o financiamento são formas de pegar dinheiro emprestado com uma instituição financeira: contudo, eles possuem algumas diferenças fundamentais que podem influenciar a decisão de qual é a melhor opção para suas necessidades.

Sendo assim, é importante conhecer bem essas operações para saber qual é a melhor para a sua situação.

O sonho da casa própria não precisa ser uma dor de cabeça! O Viva Real separou um conteúdo especial para você entender a diferença entre empréstimo e financiamento, e acertar na escolha que melhor se encaixa no seu orçamento.

Acompanhe abaixo para saber as vantagens de cada um dos tipos de crédito, os principais tipos e demais dúvidas.

Boa leitura!

Está pensando em usar seu FGTS para comprar um imóvel? A gente te explica como fazer isso em um artigo aqui do blog: leia na íntegra.

Qual é a diferença entre empréstimo e financiamento?

Para obter um empréstimo ou financiamento, é preciso fazer uma solicitação para uma instituição financeira e entregar uma série de documentos para comprovar renda; a empresa, então, vai analisar a situação do solicitante e liberar ou não o crédito.

Vale destacar que nas duas situações, há a cobrança de juros e, em alguns casos, de taxas administrativas. 

A principal diferença entre essas modalidades é que o cliente que solicita um empréstimo não precisa informar onde o dinheiro concedido será utilizado.

Já quem solicita um financiamento deve informar onde vai usar os recursos, e o dinheiro concedido só poderá ser usado para essa finalidade específica. 

Por exemplo, se você solicitar um financiamento imobiliário, só poderá utilizar o crédito obtido para comprar o imóvel.

Outra diferença importante entre essas modalidades é que o dinheiro concedido por meio do empréstimo vai diretamente para a conta do cliente. 

Enquanto isso, os recursos disponibilizados pelo financiamento vão para a conta da empresa ou da pessoa que vendeu o imóvel, no caso da liberação de um crédito imobiliário.

Empréstimo ou financiamento: qual escolher?

qual a diferença entre empréstimo e financiamento

Se você está em dúvida entre solicitar empréstimo ou financiamento, saiba que o primeiro costuma ser concedido para pessoas que solicitam valores pequenos, como para pagar algumas contas atrasadas. 

A liberação dessa modalidade de crédito costuma ser mais rápida e menos burocrática.

No entanto, as taxas de juros que incidem sobre os empréstimos costumam ser maiores do que as cobradas nos financiamentos — por isso, essa linha de crédito não é indicada para quem precisa de um grande montante de dinheiro.

O financiamento é utilizado, na maioria das vezes, quando a pessoa precisa comprar um bem de alto valor, como um carro ou imóvel. 

Os juros cobrados nessa modalidade são menores, contudo, as instituições financeiras fazem uma análise profunda da situação do cliente antes de conceder essa linha de crédito.

Vantagens e desvantagens do empréstimo

Para saber se o empréstimo é a melhor opção para a compra do seu imóvel, vamos às principais vantagens dessa modalidade de crédito?

  • a liberação de crédito é mais rápida;
  • não é preciso justificar a destinação do dinheiro;
  • o processo de concessão de crédito é menos burocrático.

No entanto, apesar das vantagens, essa modalidade também apresenta algumas desvantagens, sendo a principal delas a taxa de juros mais alta. 

Por isso, antes de solicitar essa linha de crédito, é preciso analisar bem para ter certeza de que essa é a melhor opção.

Vantagens e desvantagens do financiamento

Uma das maiores vantagens do financiamento imobiliário são as menores taxas de juros: como o financiamento é geralmente garantido pelo próprio bem que está sendo adquirido, as instituições financeiras oferecem taxas de juros mais baixas em comparação com empréstimos pessoais.

Ainda, são outros benefícios interessantes dessa modalidade de crédito:

  • prazos de pagamento mais longos;
  • facilita a aquisição de bens de alto valor;
  • parcelamento fixo, o que facilita o planejamento financeiro.

Porém, assim como acontece com o empréstimo, o financiamento também possui algumas desvantagens que devem ser levadas em consideração antes de bater o martelo pela modalidade de obter o dinheiro necessário.

Uma delas é o processo burocrático: a instituição financeira geralmente realiza uma análise de crédito detalhada e pode exigir vários documentos e comprovações.

São outras desvantagens:

  • uso restrito, já que o valor obtido só pode ser usado para a finalidade descrita em contrato;
  • exigência de garantias, e em caso de inadimplência, a instituição financeira pode retomar o bem;
  • custos adicionais como tarifas de abertura de crédito, seguros obrigatórios e taxas administrativas.

Tipos de empréstimo

qual é mais barato: empréstimo ou financiamento

Geralmente, o processo de obtenção de um empréstimo é mais rápido e simples — mas, antes de decidir por essa modalidade, vale conferir quais os tipos de empréstimos disponíveis.

Empréstimo pessoal

Essa é a modalidade de crédito mais comum no Brasil. Ela é concedida para pessoas físicas. 

Caso o solicitante tenha um histórico de pagamento, a instituição financeira libera o dinheiro rapidamente; contudo, os juros cobrados nessa modalidade são mais altos.

Empréstimo consignado

No empréstimo consignado, a liberação do dinheiro ocorre de maneira mais rápida, e a taxa de juros cobrada é mais baixa do que no empréstimo pessoal. 

Isso porque, nessa modalidade, as parcelas da dívida são descontadas diretamente da folha de pagamento do credor.

Esse tipo de empréstimo é muito utilizado por funcionários públicos, aposentados e pensionistas; no entanto, funcionários de empresas privadas que tenham carteira de trabalho assinada também podem solicitar essa linha de crédito.

Empréstimo com garantia

Quem solicita esse tipo de empréstimo precisa colocar um bem como garantia, que pode ser um veículo ou um imóvel — é importante que esse bem esteja registrado no nome do solicitante da linha de crédito.

A taxa de juros que incide sobre os empréstimos com garantia é menor do que a que é cobrada nos empréstimos pessoais. 

Além disso, nessa modalidade, a liberação do dinheiro costuma ser mais rápida: contudo, caso o credor não pague sua dívida, a instituição financeira pode tomar o bem colocado como garantia. 

Alguns bancos também aceitam investimentos financeiros como garantia para a liberação da linha de crédito.

Tipos de financiamento

Assim como acontece com os empréstimos, também existe mais de um tipo de financiamento imobiliário disponível no mercado; vamos a eles?

Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

Essa modalidade é destinada à compra de imóveis residenciais com valor limitado por legislação específica (o limite varia conforme a região do país).

Geralmente, as taxas de juros são de até 12% ao ano, e utiliza-se hipoteca ou alienação fiduciária como garantia.

Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

Já esse modelo de financiamento é destinado à compra de imóveis que não se enquadram nos limites do SFH, geralmente imóveis de maior valor.

Ele abrange mais possibilidades de financiamento, mas a taxa de juros pode ser maior do que a do SFH, sem limite específico.

A garantia também funciona por hipoteca ou alienação fiduciária.

Programa Minha Casa Minha Vida

Esse é o programa do Governo Federal destinado a facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa renda.

As taxas de juros são subsidiadas, variando de acordo com a faixa de renda do solicitante; também varia o valor máximo do imóvel.

A garantia aqui é a alienação fiduciária.

Financiamento direto com a construtora

Esse tipo de financiamento é feito diretamente com a construtora do imóvel, sem intermediários como bancos: por isso, as taxas de juros variam de acordo com as condições da empresa escolhida.

O valor máximo desse financiamento costuma ser o valor do imóvel decidido pelo comprador, e a garantia aqui é a alienação fiduciária do mesmo.

Empréstimo pessoal atrapalha financiamento imobiliário?

Empréstimo pessoal atrapalha financiamento imobiliário?

A resposta para essa questão não é um simples sim ou não.

Ao solicitar um financiamento imobiliário, você passa por uma análise rigorosa de crédito e, nessa análise, são considerados diversos fatores, como seu histórico de pagamento de outras dívidas — incluindo os empréstimos pessoais.

Se você possui um empréstimo pessoal em aberto, isso significa que já tem um certo nível de endividamento.

Para o banco, isso pode ser um sinal de que você pode ter dificuldades em arcar com as prestações do financiamento, o que pode levar à reprovação do seu pedido.

Um dos indicadores mais importantes na análise de crédito é a relação dívida/renda, ou RDR: ela representa o percentual da renda comprometida com o pagamento de dívidas. 

Se a sua RDR já estiver alta com o empréstimo pessoal, incluir as prestações do financiamento pode torná-la ainda mais alta, o que pode ser um obstáculo para a aprovação.

No entanto, se você sempre paga as parcelas do empréstimo pessoal em dia, ou possui uma renda alta para arcar com ambos os compromissos financeiros, as chances de conseguir o financiamento aumentam.

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Hoje você conferiu a diferença entre empréstimo e financiamento: e a escolha da melhor modalidade de obtenção de crédito depende das suas necessidades e circunstâncias financeiras.

Lembre-se sempre de analisar cuidadosamente as condições oferecidas pela instituição financeira, comparar diferentes opções no mercado e avaliar sua capacidade de pagamento antes de tomar uma decisão.

Esperamos que este artigo tenha esclarecido suas principais dúvidas sobre o assunto! Vale destacar que, se precisar de orientação específica, não hesite em procurar um consultor financeiro.

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